Quarta-Feira, 03 de Marco de 2021
Profissionais da Educação se mobilizam e retorno às aulas presenciais é adiado

Na noite desta quarta-feira (10), um grupo com cerca de 60 pessoas participou de uma plenária virtual organizada pelo Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema para discutir sobre aulas remotas e retorno às aulas presenciais na rede municipal.

Ritchie Soares, presidente do Sindema, abriu a reunião contextualizando os fatos ocorridos desde a plenária realizada no último dia 2, quando o retorno às aulas estava previsto para o dia 1º de março. Mas ontem, conforme amplamente divulgado pela imprensa regional, Diadema anunciou que este retorno foi adiado para 5 de abril – Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra também confirmaram esta decisão.

“A nossa luta é em defesa da vida e contra o retorno das aulas presenciais em meio à pandemia. Já afirmamos isso na última plenária, mas recebemos com alívio esta informação do adiamento para 5 de abril porque agora não há nenhuma condição de voltar para as escolas. Uma importante vitória em defesa da vida de toda população de Diadema, conquistada pela luta, mobilização e pressão dos servidores, do sindicato, e dos movimentos sociais”, afirmou Ritchie.

De acordo com o presidente do Sindema, “a situação é calamitosa sob todos os aspectos, estrutura física das escolas e também de recursos humanos, e está longe de ser resolvida”. Ritchie concluiu dizendo que o retorno presencial nas escolas “só será possível quando todas e todos os profissionais da educação  forem vacinados, a Prefeitura garantir toda estrutura prevista nos protocolos, a diminuição significativa dos índices de contaminação e mortes na pandemia, e vacinação em massa da população ”.

Mara Neide, secretária-geral do Sindema, comentou sobre o diálogo que vem sendo feito com a Secretaria de Educação, que ela considerou “um avanço”, fez uma análise do contexto político do ponto de vista dos governos estadual e federal, e tratou das demandas que surgiram nos últimos dias. Por exemplo, há muita reclamação do funcionalismo exigindo a manutenção do bônus regência, conhecido como ‘pó de giz’. “Se esta bonificação está atrelada à frequência, a Prefeitura deveria garantir o controle de presença e condições de teletrabalho”, declarou.

Encaminhamentos
Dentre as reivindicações  aprovadas na plenária deste dia 10 de fevereiro, estão: a participação dos trabalhadores no processo de discussão e construção dos protocolos para o retorno às aulas presenciais através de representação eleita por escola; e a  constituição de comissão de representantes dos trabalhadores para junto com a CIPA, Cerest e Sindema realizar vistoria nas escolas.

O funcionalismo também exige o cumprimento dos artigos 130 e  131 do Estatuto do Magistério e a retomada imediata do pagamento da gratificação regência; garantia dos recursos tecnológicos necessários para alunos e professores para assegurar a qualificação do ensino remoto professores e alunos  deva fornecer; apoio à luta pela vacina para todos e todas e em defesa do SUS. Adesão e divulgação da campanha nacional e regional promovida pelas organizações sociais.


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