Sexta-Feira, 21 de Janeiro de 2022
Municipais de Diadema participam da 18ª Marcha da Consciência Negra de SP

Em todo Brasil, o Dia da Consciência Negra – celebrado no dia 20 de novembro – foi marcado por várias manifestações no Brasil inteiro, além de lugares espalhados pelo mundo como na América do Norte e Europa.

Em São Paulo, neste sábado, entidades representantes do movimento negro, sindicatos de várias categorias – entre elas a das servidoras e servidores públicos municipais –, organizações e partidos políticos ocuparam as ruas da capital em protesto contra o governo Bolsonaro.

Jandyra Uehara, diretora do Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema e secretária nacional de Políticas Sociais e Direitos Humanos da CUT Brasil, esteve na manifestação e destacou a importância de “estar sempre junto com as companheiras e companheiros que combatem todos os dias o racismo, o machismo, a LGBTQIA+fobia e os desgovernos Bolsonaro e Doria”.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 56,1% da população brasileira são pessoas negras e, infelizmente, são também quem mais sofre com o desemprego, a fome e a violência, e com a falta de acesso a serviços públicos .

E foi o genocídio do povo negro o principal motivo de protesto nesta 18ª Marcha da Consciência Negra de São Paulo, que saiu da avenida Paulista e marchou até o Theatro Municipal. Em 2020, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou um levantamento com informações de uma triste realidade.

Este estudo mostra que: de 2016 a 2020, 56% das mortes violentas foram de crianças negras com até 9 anos; no Brasil, 67% das mulheres assassinadas em 2019 eram negras; a cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil; e que crianças e adolescentes negros são as principais vítimas da violência urbana.

Outra triste realidade diz respeito ao desemprego. A população negra representa 72,9% de desocupados em todo Brasil. Em agosto deste ano, este número se referia a um total de 13,7 milhões de brasileiras e brasileiros.

Por fim, a questão da insegurança alimentar. Ela afeta hoje 116,8 milhões de pessoas em todo país, de acordo com um estudo divulgado em abril deste ano pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. São 43,4 milhões de pessoas que não têm comida o suficiente e 19,1 milhões passando fome diariamente, a maioria negra.

*Com informações da Fundação Perseu Abramo e Rede Brasil Atual


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