O governo TAKA joga pesado na desmobilização da categoria no momento mais decisivo da luta contra a reforma da previdência!
Muitos servidores reportaram à Direção do SINDEMA que, no dia 27 de março, tiveram acesso aos holerites que indicam o desconto dos dois dias de paralisação, referentes ao mês de fevereiro, no pagamento do dia 31 de março.
Trata-se de uma medida grave, autoritária e claramente direcionada a tentar desmobilizar a categoria no momento mais decisivo da luta contra a reforma da previdência.
A paralisação foi e é legítima, organizada coletivamente e motivada por um contexto igualmente grave: a tentativa do governo de impor mudanças profundas na aposentadoria dos servidores sem diálogo, sem transparência e sem garantir condições reais de debate.
Punir quem participou da mobilização é, na prática, tentar intimidar toda a categoria.
Mas é importante destacar: essa medida pode ter o efeito contrário.
Ao penalizar parte dos servidores que estiveram na linha de frente da luta — muitos deles defendendo direitos que impactam toda a categoria — o governo expõe uma injustiça evidente. Não se trata apenas de quem teve desconto, mas de um ataque ao direito coletivo de organização e resistência.
Além disso, a própria história das mobilizações demonstra que o desconto de dias parados não encerra o conflito. Ao contrário, costuma ampliar a indignação, fortalecer a mobilização e pressionar ainda mais pela negociação — inclusive pela reversão dos descontos.
O SINDEMA repudia essa postura e reafirma:
- A paralisação foi legítima e necessária;
- O desconto é uma tentativa de intimidação;
- A categoria não será desmobilizada por medidas de pressão;
- A luta segue, inclusive pela negociação dos dias descontados.
Diante disso, orientamos que os servidores permaneçam atentos aos próximos chamados do sindicato.
A resposta a esse tipo de medida não é o recuo — é mais organização, mais unidade e mais pressão.
Nenhum direito a menos.
A luta continua.
Comentários
Seja o primeiro a comentar!